2ª fase OAB · Direito Administrativo

Exame XXVIII · 2019

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Peça profissional

Peça 5,00 pts

Enunciado (íntegro)

Apolônio Silva foi encarcerado há três anos, pela prática do crime de lesão corporal seguida de morte ( Art. 129, § 3º, do CP), em razão de decisão penal transitada em julgado proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado Alfa, que o condenou à pena de doze anos de reclusão. Apesar das tentativas da Defensoria Pública de obter a ordem de soltura, Apolônio permaneceu preso, até que, no ano corrente, foi morto durante a rebelião que ocorreu no presídio em que estava acautelado. Durante a mesma rebelião, numerosos condenados foram assassinados a tiros, sendo certo que as armas ingressaram no local mediante pagamento de propina aos agentes penitenciários. Inconformada, Maria da Silva, mãe de Apolônio, procurou você para, na qualidade de advogado(a), tomar as medidas cabíveis, com vistas a obter a responsabilização civil do Estado. Ela demonstrou que, ao tempo da prisão, ele era filho único, solteiro, sem filhos, trabalhador, e provia o seu sustento. Como Maria tem idade avançada e problemas de saúde, ela não tem condições de arcar com os custos do processo, notadamente porque gastou as últimas economias para proporcionar um funeral digno para o filho. Redija a peça cabível, mediante apontamento de todos os argumentos jurídicos pertinentes. (Valor: 5,00) Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação.

XXVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO– PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL – DIREITO ADMINISTRATIVO

XXVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO– PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL – DIREITO ADMINISTRATIVO

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Padrão de resposta definitivo (íntegro)

A medida cabível é a petição inicial de Ação De Responsabilidade Civil OU Ação Indenizatória. A peça deve ser endereçada a um dos Juízos da Vara de Fazenda Pública OU Vara Cível da Comarca X do Estado Alfa. Na qualificação das partes: Maria da Silva é a autora e o Estado Alfa é o réu. Inicialmente, deve ser requerida a gratuidade de justiça, diante da impossibilidade de a autora arcar com as custas do processo, sem prejuízo do próprio sustento, na forma do Art. 98 do CPC. Na fundamentação, deve ser alegada a caracterização do dever de indenizar pelo Estado, com base nos seguintes fundamentos: a. Presença dos elementos configuradores da responsabilidade objetiva do Estado OU independentemente da demonstração do elemento subjetivo (dolo ou culpa), destacando-se ainda: a1. Violação do dever de preservação da integridade física e moral do preso na forma do Art. 5º, inciso XLIX, da CRFB/88. a2. Incidência do Art. 37, § 6º, da CRFB/88, que adota a teoria do risco administrativo. b. Com relação ao dano, o examinando deve apontar também: b1. Caracterização do dano moral (in re ipsa), decorrente do falecimento do filho da demandante. b2. Dependência financeira da autora, que contava com o falecido para o seu sustento, para fins de pensionamento, na forma do Art. 948, inciso II, do Código Civil; Padrão de Resposta Página 1 de 7 XXVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Aplicada em 05/05/2019 podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.”

b3. Necessidade de ressarcimento das despesas de funeral, na forma do Art. 948, inciso I, do Código Civil. Ao final, deve ser formulado pedido de procedência, para que o Estado seja condenado no pagamento de indenização por danos morais, ressarcimento pelas despesas de funeral, bem como no pensionamento da autora. Ademais, devem ser expressamente requeridas a produção de provas para a demonstração da verdade dos fatos alegados; a condenação em custas e honorários; o valor da causa e a opção do autor pela realização, ou não, de audiência de conciliação ou mediação. Arremata a peça a indicação de local, data, espaço para assinatura do advogado e número de sua inscrição na OAB.

DISTRIBUIÇÃO DOS PONTOS ITEM PONTUAÇÃO Endereçamento da inicial 1. Juízo da Vara de Fazenda Pública OU Vara Cível da Comarca X do Estado Alfa (0,10) 0,00/0,10 Partes 2. Autora: Maria da Silva (0,10); Réu: Estado Alfa (0,10). 0,00/0,10/0,20 Gratuidade de Justiça 3. Concessão da gratuidade de justiça (0,20), na forma do Art. 98 do CPC (0,10). 0,00/0,20/0,30 Fundamentação 4. Violação do dever de preservação da integridade física e moral do preso (0,60), na forma do Art. 0,00/0,60/0,70 5º, inciso XLIX, da CRFB/88 (0,10). 5. Caracterização da responsabilidade objetiva do Estado OU responsabilidade independen- temente da demonstração do elemento subjetivo (dolo ou culpa) OU responsabilidade em razão 0,00/0,60/0,70 da teoria do risco administrativo (0,60), nos termos do Art. 37, § 6º, da CRFB/88 (0,10) 6. Com relação ao dano, apontar: 6.1. caracterização do dano moral (in re ipsa), decorrente do falecimento do filho da demandante 0,00/0,50 (0,50). 6.2. caracterização do dano material em decorrência da dependência financeira da autora, que contava com o falecido para o seu sustento, para fins de pensionamento (0,40), na forma do Art. 0,00/0,40/0,50 948, inciso II, do Código Civil (0,10). 6.3. caracterização do dano material em razão das despesas de funeral (0,40), na forma do Art. 0,00/0,40/0,50 948, inciso I, do Código Civil (0,10). Pedidos 7. Procedência do pedido para que o Estado seja condenado no pagamento de indenização (0,30), 0,00/0,30 especificamente: 7.1. danos morais (0,20) 0,00/0,20 7.2. pensionamento à autora (0,20) 0,00/0,20 7.3. ressarcimento pelas despesas de funeral (0,20). 0,00/0,20 8. Produção de provas (0,10). 0,00/0,10 9. Opção pela realização ou não da audiência de conciliação (0,10). 0,00/0,10 10. Condenação em custas (0,10) e honorários sucumbenciais (0,10) OU condenação nos ônus da 0,00/0,10/0,20 sucumbência (0,20) 11. Indicação do valor da causa (0,10) 0,00/0,10 Fechamento 12. Local, data, assinatura e número de inscrição na OAB (0,10). 0,00/0,10

Padrão de Resposta Página 2 de 7 XXVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Aplicada em 05/05/2019 podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.”

Tabela de distribuição de pontos (íntegra)
Item avaliadoPontuação
ITEM PONTUAÇÃO Endereçamento da inicial 1. Juízo da Vara de Fazenda Pública OU Vara Cível da Comarca X do Estado Alfa (0,10)0,00/0,10
Partes 2. Autora: Maria da Silva (0,10); Réu: Estado Alfa (0,10).0,00/0,10/0,20
Gratuidade de Justiça 3. Concessão da gratuidade de justiça (0,20), na forma do Art. 98 do CPC (0,10).0,00/0,20/0,30
Fundamentação 4. Violação do dever de preservação da integridade física e moral do preso (0,60), na forma do Art.0,00/0,60/0,70
5º, inciso XLIX, da CRFB/88 (0,10). 5. Caracterização da responsabilidade objetiva do Estado OU responsabilidade independen- temente da demonstração do elemento subjetivo (dolo ou culpa) OU responsabilidade em razão0,00/0,60/0,70
da teoria do risco administrativo (0,60), nos termos do Art. 37, § 6º, da CRFB/88 (0,10) 6. Com relação ao dano, apontar: 6.1. caracterização do dano moral (in re ipsa), decorrente do falecimento do filho da demandante0,00/0,50
(0,50). 6.2. caracterização do dano material em decorrência da dependência financeira da autora, que contava com o falecido para o seu sustento, para fins de pensionamento (0,40), na forma do Art.0,00/0,40/0,50
948, inciso II, do Código Civil (0,10). 6.3. caracterização do dano material em razão das despesas de funeral (0,40), na forma do Art.0,00/0,40/0,50
948, inciso I, do Código Civil (0,10). Pedidos 7. Procedência do pedido para que o Estado seja condenado no pagamento de indenização (0,30),0,00/0,30
especificamente: 7.1. danos morais (0,20)0,00/0,20
7.2. pensionamento à autora (0,20)0,00/0,20
7.3. ressarcimento pelas despesas de funeral (0,20).0,00/0,20
8. Produção de provas (0,10).0,00/0,10
9. Opção pela realização ou não da audiência de conciliação (0,10).0,00/0,10
10. Condenação em custas (0,10) e honorários sucumbenciais (0,10) OU condenação nos ônus da0,00/0,10/0,20
sucumbência (0,20) 11. Indicação do valor da causa (0,10)0,00/0,10
Fechamento 12. Local, data, assinatura e número de inscrição na OAB (0,10).0,00/0,10
Padrão de Resposta Página 2 de 7 Prova Prático-Profissional – XXVIII Exame de Ordem Unificado ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XXVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Aplicada em 05/05/2019 ÁREA: DIREITO ADMINISTRATIVO “O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”

Questão 1

Discursiva 0,65 pts

Enunciado (íntegro)

Márcio, estudante de engenharia civil, em razão dos elevados índices de desemprego e da dificuldade de conseguir um estágio, resolveu iniciar os estudos para ingressar no serviço público. Faltando exatamente seis meses para concluir a faculdade, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região publica edital de concurso para provimento do cargo efetivo de engenheiro civil. O estudante inscreve-se no certame e é aprovado. Dois meses depois da colação de grau, Márcio é surpreendido com sua nomeação. Na qualidade de advogado(a) consultado(a), responda aos itens a seguir. A) O fato de Márcio ter feito a inscrição no concurso quando ainda não preenchia os requisitos do cargo torna sem efeito sua posterior nomeação? (Valor: 0,65) B) Márcio, seis meses depois da posse, recebe uma proposta para trabalhar em uma grande construtora brasileira. Para não se desvincular do serviço público, ele pode obter licença para tratar de interesses particulares pelo prazo de dois anos? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.

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Padrão de resposta definitivo (íntegro)

A) A resposta é negativa. O diploma necessário para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição para o concurso público, conforme dispõe a Súmula 266 do STJ. Logo, o fato de Márcio ter feito a inscrição no concurso quando ainda não preenchia os requisitos do cargo não torna sem efeito sua posterior nomeação. Observe-se, ainda, que não é dito que o Edital previa o preenchimento dos requisitos em momento à nomeação. B) A resposta é negativa. Não é juridicamente possível a obtenção da referida licença, pois tal licença só pode ser concedida ao servidor que não esteja em estágio probatório, conforme disposto no Art. 91 da Lei nº 8.112/90.

DISTRIBUIÇÃO DOS PONTOS ITEM PONTUAÇÃO A. Não. As condições para o exercício do cargo devem ser exigidas na posse e não na 0,00/0,55/0,65 inscrição para o concurso público (0,55), conforme dispõe a Súmula 266 do STJ (0,10). B. Não, pois tal licença só pode ser concedida ao servidor que não esteja em estágio 0,00/0,50/0,60 probatório (0,50), conforme disposto no Art. 91 da Lei nº 8.112/90 (0,10).

Padrão de Resposta Página 3 de 7 XXVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Aplicada em 05/05/2019 podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.”

Tabela de distribuição de pontos (íntegra)
Item avaliadoPontuação
ITEM PONTUAÇÃO A. Não. As condições para o exercício do cargo devem ser exigidas na posse e não na0,00/0,55/0,65
inscrição para o concurso público (0,55), conforme dispõe a Súmula 266 do STJ (0,10). B. Não, pois tal licença só pode ser concedida ao servidor que não esteja em estágio0,00/0,50/0,60
probatório (0,50), conforme disposto no Art. 91 da Lei nº 8.112/90 (0,10). Padrão de Resposta Página 3 de 7 Prova Prático-Profissional – XXVIII Exame de Ordem Unificado ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XXVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Aplicada em 05/05/2019 ÁREA: DIREITO ADMINISTRATIVO “O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”

Questão 2

Discursiva 0,55 pts

Enunciado (íntegro)

O Município Beta, situado no litoral, após a realização de projeto básico e do projeto executivo pelo próprio ente federativo, promoveu licitação, na modalidade concorrência, para a construção de uma ciclovia na área costeira. Da licitação, sagrou-se vencedora a sociedade empresária Pedalada S.A. Em seguida, a mesma sociedade empresária foi contratada, seguindo os trâmites legais, e executou o respectivo objeto, sem qualquer falha. Pouco depois da inauguração, parte da obra desmoronou, na medida em que os estudos realizados para o projeto básico e para o projeto executivo não levaram em consideração o impacto das marés na ciclovia. O incidente levou a óbito José, que trafegava na localidade, no exato momento do ocorrido. Em razão disso, os filhos de José, procuram você para, na qualidade de advogado(a), responder, fundamentadamente, aos questionamentos a seguir. A) Em lugar de realizar o projeto básico, o Município Beta poderia ter incluído sua elaboração, juntamente com a execução das obras, no objeto da licitação em questão? (Valor: 0,55) B) É necessária a demonstração de dolo ou culpa para responsabilizar a sociedade empresária Pedalada S.A. pelo óbito de José? (Valor: 0,70) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.

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Padrão de resposta definitivo (íntegro)

A) Não. Considerando que a modalidade de licitação é a concorrência, é vedada a execução de obras antes da conclusão e da aprovação do projeto básico pela autoridade competente, consoante se depreende do Art. 7º, § 1º, da Lei nº 8.666/93.

B) Sim. Trata-se de hipótese de responsabilidade subjetiva, de modo que a ela não pode ser atribuída a responsabilidade pelo evento, sem a demonstração de dolo ou culpa, consoante o Art. 70 da Lei nº 8.666/93.

DISTRIBUIÇÃO DOS PONTOS ITEM PONTUAÇÃO A. Não. Considerando que a modalidade de licitação é a concorrência, é vedada a execução da obra antes da conclusão e da aprovação do projeto básico pela autoridade competente 0,00/0,45/0,55 (0,45), consoante o Art. 7º, § 1º, da Lei nº 8.666/93 (0,10). B. Sim. Trata-se de hipótese de responsabilidade subjetiva, sendo imprescindível a 0,00/0,60/0,70 demonstração de dolo ou culpa (0,60), consoante o Art. 70 da Lei nº 8.666/93 (0,10).

Padrão de Resposta Página 4 de 7 XXVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Aplicada em 05/05/2019 podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.”

Tabela de distribuição de pontos (íntegra)
Item avaliadoPontuação
ITEM PONTUAÇÃO A. Não. Considerando que a modalidade de licitação é a concorrência, é vedada a execução da obra antes da conclusão e da aprovação do projeto básico pela autoridade competente 0,00/0,45/0,55 (0,45), consoante o Art. 7º, § 1º, da Lei nº 8.666/93 (0,10). B. Sim. Trata-se de hipótese de responsabilidade subjetiva, sendo imprescindível a0,00/0,60/0,70
demonstração de dolo ou culpa (0,60), consoante o Art. 70 da Lei nº 8.666/93 (0,10). Padrão de Resposta Página 4 de 7 Prova Prático-Profissional – XXVIII Exame de Ordem Unificado ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XXVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Aplicada em 05/05/2019 ÁREA: DIREITO ADMINISTRATIVO “O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”

Questão 3

Discursiva 0,60 pts

Enunciado (íntegro)

O Município Beta realizou um estudo para efetuar a compra de materiais necessários para aparelhar as salas de aula das escolas municipais, com o fim de substituir ou repor aqueles existentes, que se encontram em estado precário. Concluiu pela necessidade de aquisição de dez mil novas carteiras, o que fez constar do respectivo edital de licitação, na modalidade pregão, no qual se sagrou vencedora a sociedade empresária Feliz Ltda., com quem contratou o respectivo fornecimento. A auditoria, efetuada depois de formalizado tal contrato, verificou que o estudo que instruiu a especificação do objeto contratado não levou em conta a existência, em perfeito estado, de cerca de mil carteiras recém-adquiridas, equivocadamente enviadas ao depósito municipal. A autoridade competente, alegando a existência de carteiras novas em depósito, promoveu a alteração unilateral do contrato para suprimir o quantitativo de mil carteiras; em consequência, reduziu o valor global do contrato em dez por cento, em correspondência à supressão de mil carteiras do total de dez mil. É certo que a contratada já havia adquirido do fabricante todos os bens necessários para o cumprimento da avença originária. Diante dessa supressão, os representantes da sociedade empresária Feliz Ltda. procuram você para, na qualidade de advogado(a), responder, fundamentadamente, aos questionamentos a seguir. A) A sociedade empresária Feliz Ltda. é obrigada a suportar a alteração promovida unilateralmente pelo Município Beta? (Valor: 0,60) B) Caso a sociedade empresária Feliz Ltda. não entregue as mil carteiras suprimidas pelo Município Beta, ela estará obrigada a arcar com o prejuízo decorrente de já haver adquirido do fabricante as dez mil carteiras inicialmente contratadas? (Valor: 0,65)

Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.

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Padrão de resposta definitivo (íntegro)

A) Sim. A contratada (sociedade empresária Feliz Ltda.) é obrigada a suportar a supressão quantitativa introduzida unilateralmente pelo Município contratante, porque a supressão se conteve no limite de 25% do valor inicial do contrato, na forma do Art. 65, § 1º, da Lei nº 8.666/93.

B) Não. Em se tratando de caso de supressão quantitativa do objeto, a contratada (sociedade empresária Feliz Ltda.) poderá ser ressarcida pelos danos regularmente comprovados, consoante o disposto no Art. 65, § 4º, da Lei nº 8.666/93.

OU

B) Sim. Em se tratando de caso de supressão quantitativa do objeto e não tendo ocorrido a entrega das mil carteiras, a contratada (sociedade empresária Feliz Ltda.), caso não comprove a ocorrência de outros danos decorrentes da supressão, não terá direito ao ressarcimento do custo da aquisição, consoante o disposto no Art. 65, § 4º, da Lei nº 8.666/93.

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DISTRIBUIÇÃO DOS PONTOS ITEM PONTUAÇÃO A. Sim. A contratada é obrigada a suportar a supressão quantitativa introduzida unilateralmente pelo Município contratante, porque a supressão se manteve no limite 0,00/0,50/0,60 de 25% do valor inicial do contrato (0,50), na forma do Art. 65, § 1º, da Lei nº 8.666/93 (0,10). B. Não. Em se tratando de caso de supressão quantitativa do objeto, a contratada (sociedade empresária Feliz Ltda.) poderá ser ressarcida pelos danos regularmente comprovados (0,55), consoante o disposto no Art. 65, § 4º, da Lei nº 8.666/93 (0,10). OU B. Sim. Em se tratando de caso de supressão quantitativa do objeto e não tendo 0,00/0,55/0,65 ocorrido a entrega das mil carteiras, a contratada (sociedade empresária Feliz Ltda.), caso não comprove a ocorrência de outros danos decorrentes da supressão, não terá direito ao ressarcimento do custo da aquisição (0,55), consoante o disposto no Art. 65, § 4º, da Lei nº 8.666/93 (0,10).

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Tabela de distribuição de pontos (íntegra)
Item avaliadoPontuação
ITEM PONTUAÇÃO A. Sim. A contratada é obrigada a suportar a supressão quantitativa introduzida unilateralmente pelo Município contratante, porque a supressão se manteve no limite0,00/0,50/0,60
de 25% do valor inicial do contrato (0,50), na forma do Art. 65, § 1º, da Lei nº 8.666/93 (0,10). B. Não. Em se tratando de caso de supressão quantitativa do objeto, a contratada (sociedade empresária Feliz Ltda.) poderá ser ressarcida pelos danos regularmente comprovados (0,55), consoante o disposto no Art. 65, § 4º, da Lei nº 8.666/93 (0,10). OU B. Sim. Em se tratando de caso de supressão quantitativa do objeto e não tendo0,00/0,55/0,65
ocorrido a entrega das mil carteiras, a contratada (sociedade empresária Feliz Ltda.), caso não comprove a ocorrência de outros danos decorrentes da supressão, não terá direito ao ressarcimento do custo da aquisição (0,55), consoante o disposto no Art. 65, § 4º, da Lei nº 8.666/93 (0,10). Padrão de Resposta Página 6 de 7 Prova Prático-Profissional – XXVIII Exame de Ordem Unificado ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XXVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Aplicada em 05/05/2019 ÁREA: DIREITO ADMINISTRATIVO “O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”

Questão 4

Discursiva 0,65 pts

Enunciado (íntegro)

Maria dos Santos, médica de um hospital federal, é plantonista na emergência da unidade de saúde. Determinado dia, ao chegar ao local de trabalho, é notificada pela ouvidoria do referido órgão acerca de uma reclamação feita por uma paciente da médica, na qual é narrado o péssimo atendimento prestado pela profissional de saúde. Na mesma notificação, a ouvidoria pediu esclarecimentos a Maria, que deveriam ser prestados em cinco dias. Por um lapso, Maria não deu sua versão sobre o ocorrido. A ouvidoria entendeu, assim, que os fatos narrados pela paciente eram verdadeiros, razão pela qual a médica foi advertida - apontamento este incluído nos assentamentos funcionais da servidora. Insatisfeita, Maria recorreu. Para que o apelo fosse admitido, teve que fazer um depósito de R$ 500,00 (quinhentos reais) para cobrir custos administrativos decorrentes do pleito de reexame do processo. Sobre a hipótese apresentada, responda aos itens a seguir. A) O silêncio de Maria implica sua concordância quanto aos fatos narrados pela paciente? (Valor: 0,65) B) É lícita a exigência de caução como requisito de admissibilidade do recurso? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.

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XXVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO– PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL – DIREITO ADMINISTRATIVO

Padrão de resposta definitivo (íntegro)

A) A resposta é negativa. O não atendimento da notificação não implica o reconhecimento da verdade dos fatos narrados pela paciente paciente OU A Administração deveria apurar os fatos antes de aplicar qualquer sanção administrativa, nos termos do Art. 27 da Lei nº 9.784/99 OU Art. 5º, inciso LV, da CRFB/88 B) A resposta é negativa. A Administração Pública não pode exigir depósito ou caução como condicionante à análise de recursos administrativos, conforme a Súmula Vinculante 21 do STF OU Súmula 373 do STJ.

DISTRIBUIÇÃO DOS PONTOS ITEM PONTUAÇÃO A. Não. O desatendimento da notificação não pode implicar o reconhecimento da verdade dos fatos narrados pela paciente OU A Administração deveria apurar os fatos antes de aplicar 0,00/0,55/0,65 qualquer sanção administrativa (0,55), nos termos do Art. 27 da Lei nº 9.784/99 OU Art. 5º, inciso LV, da CRFB/88 (0,10). B. Não. A Administração Pública não pode exigir depósito ou caução como condicionante à análise de recursos administrativos (0,50), nos termos da Súmula Vinculante 21 do STF OU da 0,00/0,50/0,60 Súmula 373 do STJ (0,10).

Padrão de Resposta Página 7 de 7

Tabela de distribuição de pontos (íntegra)
Item avaliadoPontuação
ITEM PONTUAÇÃO A. Não. O desatendimento da notificação não pode implicar o reconhecimento da verdade dos fatos narrados pela paciente OU A Administração deveria apurar os fatos antes de aplicar0,00/0,55/0,65
qualquer sanção administrativa (0,55), nos termos do Art. 27 da Lei nº 9.784/99 OU Art. 5º, inciso LV, da CRFB/88 (0,10). B. Não. A Administração Pública não pode exigir depósito ou caução como condicionante à análise de recursos administrativos (0,50), nos termos da Súmula Vinculante 21 do STF OU da 0,00/0,50/0,60 Súmula 373 do STJ (0,10). Padrão de Resposta Página 7 de 7 Prova Prático-Profissional – XXVIII Exame de Ordem Unificado